O mês de agosto fechou com 1520 casos de malária, 3% a menos em relação ao mesmo período de 2016, quando foram registrados 1560.

Desde que assumiu o setor de Combate a Endemias no mês de junho, a Prefeitura de Cruzeiro do Sul tem intensificado as ações de combate e prevenção a malária na cidade. A Secretaria Municipal de Saúde aumentou a presença de agentes nas localidades mais afetadas com a doença, além de não deixar faltar os insumos necessários e nem o medicamento para o tratamento.

O mês de agosto fechou com 1520 casos de malária, 3% a menos em relação ao mesmo período de 2016, quando foram registrados 1560. A redução é considerada pela coordenação ainda pequena, sendo que o trabalho está sendo realizado de forma efetiva pela prefeitura há apenas três meses, e a obtenção dos resultados acontecem a longo prazo.

De acordo com a coordenadora de Vigilância Entomológica, Muana Araújo, com as iniciativas que estão sendo tomadas pelo município, a secretaria espera reduzir os casos em relação ao ano anterior, e consequentemente seguir diminuindo os índices da doença em 2018.

-Ações com grávidas e lactantes

Ações inovadoras estão sendo adotadas pela coordenação de vigilância entomológica, responsável pelo combate a malária e a dengue. Uma delas é o trabalho voltado às grávidas e lactantes, devido essas mulheres não poderem  realizar o tratamento completo e acabam se tornando hospedeiras do parasita.  Para evitar que elas transmitam a doença para outras pessoas, a secretaria de saúde está oferecendo repelentes, mosquiteiros impreguinados, acompanhamento com as equipes de saúde, além da borrifação intradomiciliar na residência de cada uma delas.

 “Como trabalhamos diretamente com a atenção básica, com as enfermeiras durante o pré-natal, a partir do momento que é identificada a malária em uma gestante, nossa equipe vai até a casa dela e faz todo esse acompanhamento, orientação e distribuição desse material, e a partir daí já conseguimos anular esse hospedeiro para não transmitir a doença para outras pessoas”, destacou a coordenadora de vigilância entomológica Muana Araújo.

-Borrifação Espacial e Intradomiciliar

Outra ação de grande relevância adotada pela coordenação entomológica é a realização da borrifação espacial, para matar os mosquitos da área externa da residência. A primeira localidade comtemplada foi a Vila Assis Brasil e Agrovila, onde o trabalho não acontecia há três anos. De acordo com a coordenadora, um dos principais entraves encontrados pelos agentes é a resistência da população em autorizar a realização da borrifação dentro das casas. 

“É muito importante que a população aceite também a borrifação intradomiciliar, para matar o mosquito que estão dentro da casa, pois a espacial só vai matar o mosquito que está fora. Nós estamos nesta semana fechando o terceiro ciclo desse trabalho, pois esses ciclos acontecem em três etapas, sendo realizada a borrifação três vezes por semana, durante três semanas, no mesmo horário”, explicou.

-Procurar as unidades ao sentir sintomas

A coordenadora enfatizou que as pessoas, principalmente as que moram em localidades com alto índice de transmissão da malária, ou frequentam esses locais, devem procurar as unidades de saúde assim que sentirem qualquer sintoma.

“Uma pequena dor de cabeça que sintam é importante que procurem as unidades. Não devemos esperar o agente ir até as casas quando já se estar com os sintomas, tem que procurar imediatamente, pois muitas vezes pode também não ser a malária, e a pessoa vai ter a possibilidade de fazer o melhor tratamento”, relatou.

-Elevação dos casos no período sazonal

Uma das preocupações da coordenação é o período sazonal, onde é comum acontecer uma elevação no número de casos da doença.  Entre os bairros na zona urbana com maior índice está Cruzeirinho, seguido pelo Saboeiro e Cohab, já na zona rural está a Vila Assis Brasil, Buritirana e Ramal 3.

 “Já temos um acréscimo em relação ao ano anterior de 13% e neste período agora a tendência é que o número de casos aumente, porém a gente vem trabalhando para que possamos mudar essa realidade, apesar de que em todos os anos o período sazonal interfere muito, então pedimos as pessoas que ao irem para as áreas de transmissão de malária não fiquem expostas durante o horário das 18h as 20h, utilizem roupas compridas, utilizem repelentes, fechem a casa no horário,  e recebam a borrifação e os agentes em suas casas”, finalizou.  

Fonte: Assessoria de Comunicação

Data de publicação: 19/09/2017

Créditos das Fotos: Ismael Medeiros

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