O objetivo é transformar, em até dois anos e meio, todo lixo recolhido em energia, e conseguir assim acabar com o lixão da cidade em até dez anos.

Pesquisadores da Universidade de Viçosa (MG), que fazem parte da ONG CBCN, estiveram em Cruzeiro do Sul realizando um levantamento de dados sobre os resíduo sólidos produzidos na cidade, com objetivo de transformar, em até dois anos e meio, todo esse material em energia, e conseguir assim acabar com o lixão da cidade em até dez anos. Os dois pesquisadores, Gustavo Pádua e Professor Valfrido, repassaram os conhecimentos e análises que devem continuar sendo realizadas, para uma equipe técnica da gestão local.

De quatro em quatro meses o levantamento deve ser realizado da mesma forma, para que os dados obtidos sejam os mais precisos. De acordo com o Professor Gustavo Pádua, pesquisador a serviço da CBCN, este trabalho é chamado de ‘análise ou levantamento gravimétrico’, onde é pesquisado desde a rota realizada pelo caminhão coletor e os tipos de resíduos, que são separados em aproximadamente 34 tipos. Após essa etapa, é analisada as características desse material em relação a cada localidade de coleta da cidade, seja resíduo residencial, comercial ou industrial.

“Viemos para tirar essa amostra de alguns resíduos, ao longo de uma semana típica. Começamos na segunda-feira, pegando alguns resíduos do final de semana, e compondo amostras diariamente em torno de 800 quilos por dia, tirado das 4 a 5 toneladas recolhidas diariamente, para fazermos essa análise gravimétrica.  Nosso princípio é diversificar essa metodologia, de acordo com a norma brasileira vigente, no intuito de capacitar as equipes locais. Participaram conosco quatro serventes, dois gestores ambientais e um biólogo, que estão plenamente capacitados para replicar essa ação”, destacou o pesquisador.

O outro pesquisador da Universidade, Professor Valfrido, explicou que esta é uma forma de analisar os equipamentos corretos que devem ser usados para realizar as coletas, baseado na característica do lixo produzido na cidade. Além de ser o início da análise para conseguir transformar lixo em energia, e em até dez anos colocar fim no lixão da cidade, transformando-o em um bosque.

“À princípio nós imaginamos, e esse estudo deve apontar exatamente isso, que, o que temos de capacidade, é possível que produzamos toda energia consumida pela prefeitura, como iluminação e prédios públicos. Nossa meta é produzir em até dois anos e meio a energia a partir do lixo, e esse lixo não será mais depositado no aterro, sendo lixo zero. O aterro antigo que lá está, será garimpado. Uma máquina vai peneirar, tirar fora a terra, que será doada para os produtores como composto orgânico, e em dez anos aquele aterro não existirá mais. Vamos recuperar a área, plantar um bosque e acabar com o lixão, este é o projeto da Prefeitura em parceria com a CBCN”, explicou.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Data de publicação: 14/05/2018

Créditos das Fotos: Ismael Medeiros

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