Durante a parte da manhã foi realizada a apresentação do perfil epidemiológico e ações desenvolvidas pelo estado e pelo município.

A Secretaria Municipal de Saúde de Cruzeiro do Sul participou nesta quinta-feira (12) de um encontro interinstitucional para debater as diversas ações que podem ser tomadas com a união de esforços entre estado e município no combate a malária. O encontro foi promovido pela Secretaria de Estado de Saúde, e contou com a presença de órgãos como Casa Civil, Seaprof, coordenações regionais de saúde e educação, vigilância em saúde, unidades hospitalares, diretores de escolas, Deracre, Ministério Público, Imac e Secretarias municipais de saúde de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves.

Durante a parte da manhã foi realizada a apresentação do perfil epidemiológico e ações desenvolvidas pelo estado e pelo município, as principais dificuldades encontradas e forma como o trabalho é realizado atualmente. A tarde foi realizado um planejamento de atividades conforme as necessidades apresentadas. Um dos fatores preocupantes são açudes que foram abertos para piscicultores pelo Seaprof, e estão sem utilidade, servindo como criadouros do mosquito.

Com a união de esforços, a secretaria responsável do estado se comprometeu em fechar esses locais e cuidar junto com os piscicultores dos que ainda são usados para criação de peixes. “O estado está mandando seus técnicos aqui para avaliar os tanques. Os que não são utilizados será feita uma cobertura, e os que são utilizados vamos trabalhar para evitar a proliferação a partir deles. Toda equipe vai se unir agora, estamos disponibilizando todo apoio em informação e capacitação. Precisamos nos unir e falar sobre isso, em especial a população tem que está engajada, pois esse não é um problema só das secretarias”, destacou o secretário estadual de saúde Rui Arruda.

A coordenadora da Vigilância Entomológica Municipal, Muana Araújo, explicou que Cruzeiro do Sul saiu de mais de 2500 casos registrados no final de 2017 para 1250 casos até o final de março. Apesar da redução, os números ainda são considerados altos, uma vez que 95% da malária do estado é da regional do Juruá e 11% de todo Brasil. “É caríssimo combater malária, pois vamos desde o diagnóstico até os recursos humanos que temos que ter espalhados pelas inúmeras localidades, por mais distantes que sejam. Essa parceria, a importância de ter esses encontros é enxergar que várias instituições podem estar inseridas de modo a pincipalmente de educar a população em relação a malária. Esse é um dos maiores desafios”, enfatizou.

A Secretária Municipal de Saúde, Juliana Pereira, explicou que a soma de esforços é importante para que a população possa se conscientizar do seu papel e também colaborar na luta contra a malária. “Esse momento é de grande importância porque a malária vem sendo cada vez mais sendo introduzida nas políticas públicas da saúde. No município de Cruzeiro do Sul já estamos trabalhando cada vez mais as ações de combate e prevenção a malária na atenção básica”, destacou.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Data de publicação: 12/04/2018

Créditos das Fotos: Ismael Medeiros

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